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Alvorada e Sudeste voltam para a antiga rodoviária e Planeta sairá só do Ipiranga
Por Glenda Machado
Publicado em 28 de setembro de 2016 às 17:42
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Com as atividades do Rodoshopping suspensas por tempo indeterminado, as viações de ônibus intermunicipais não estão mais saindo do terminal que fica no Trevo da BR 101. A Alvorada e Sudeste voltaram para a antiga rodoviária em Muquiçaba. Já a Planeta, por enquanto, vai sair apenas do Ipiranga. Isso porque a antiga garagem está desativada.
“A Alvorada e Sudeste não passam mais pela rodoviária nem fazem embarque ou desembarque lá. Desde ontem, voltamos a operar aqui em Muquiçaba. As pessoas podem comprar suas passagens aqui ou direto no ônibus”, informaram os funcionários que já estavam trabalhando hoje no antigo terminal.
O Planeta continua passando pela rodoviária, onde faz o embarque e o desembarque na parte da frente do terminal. Quanto à passagem pode ser comprada diretamente no ônibus ou no Rodoshopping. Embora esteja com as portas fechadas, é permitida a entrada de pessoas apenas para emitir as passagens.
As viações interestaduais continuam operando no terminal, sendo elas Rio Doce, Kaissara, Gontijo e Águia Branca. O Folha da Cidade tentou contato telefônico com as empresas, mas apenas informaram que por enquanto continua funcionando no Rodoshopping. “É um absurdo, a gente chega aqui de noite e simplesmente ser despejado ao relento. O local é perigoso, escuro, sem segurança nenhuma”, disse a turista de Belo Horizonte, Maria Furtado.
“Está fechada por tempo indeterminado”, dizem empresários
A Telavive – empresa responsável pelo terminal – informou que vai continuar fechada enquanto a prefeitura não encontrar uma solução. “O contrato é legal, lícito, não tem nenhuma irregularidade. Foi aprovado pela Prefeitura, pela Câmara dos Vereadores, pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas”, disse um dos proprietários, Luís Nicchio.
Com uma despesa mensal de R$ 60 mil e uma arrecadação que não chega a R$ 40 mil, a empresa diz que o único mês que fechou no “azul” foi em janeiro. “Em janeiro embarcamos 22 mil pessoas nos interestaduais. Mas fora isso, não chega a 5 mil embarques. Em junho, foi 3.500”, conta o sócio-proprietário Lucas Nicchio.
Segundo eles, uma forma da prefeitura ajudar no equilíbrio financeiro previsto em contrato seria reajustar a taxa de embarque. “Temos uma das menores do Brasil. Hoje é R$ 4,70. Se você for para Belo Horizonte, vai pagar R$ 116. Mas quando voltar, você vai pagar mais caro, algo em torno de R$ 130. Pedimos a prefeitura que fosse para pelo menos R$ 6,90”, destaca Lucas.
Já a taxa dos ônibus intermunicipais hoje é R$ 0,85. “É uma esmola. Não embarcamos nem 100 pessoas por dia, não fazemos nem três mil por mês. Temos a menor tarifa do país. Em Vitória, é R$ 2,75. Hoje, 2.500 pessoas usam o transporte intermunicipal diariamente em Guarapari. São 75 mil pessoas por mês”, afirma Luís.
Outra alternativa seria desapropriar o terreno na parte de trás da rodoviária para fazer o estacionamento dos ônibus de turismo. “Já tem quase um ano que pedimos a prefeitura e até agora nada. Não temos o poder de desapropriar as casas que estão ali em cima do morro. Seria mais uma fonte de arrecadação”, destaca Luís.
Com isso, a empresa ressalta que abriria dois pontos de embarque e desembarque nos extremos na cidade: um em Setiba, para atender a região Norte, e outro em Meaípe, para atender a região Sul. “Os ônibus passando pelo Contorno vai desafogar o trânsito e o passageiro vai ganhar tempo e economizar dinheiro”.
Luís conta que hoje a passagem na rodoviária é R$ 8,55. Já quem pega no Ipiranga paga R$ 9,60 no Planeta e R$ 12,50 na Alvorada. “Mesmo com a taxa de embarque, sai mais barato. E não passando por dentro da cidade, diminui pelo menos 40 minutos na viagem. Temos uma das rodoviárias mais bonitas do país”.
O que diz a prefeitura?
A Prefeitura de Guarapari, por meio da assessoria de comunicação, informou através de nota que “lamenta que o contrato de 2011 esteja causando transtorno à população e o caso está sendo analisado pela Procuradoria”.
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